VELHO QUE ACORDOU MENINO, O
VELHO QUE ACORDOU MENINO, O
Por que haveria alguém de se interessar pelas estórias de um velho? Porque todos fomos crianças. Todos andamos pelos mesmos lugares. Bernardo Soares disse que arte é comunicar aos outros nossa identidade íntima com eles. As almas são iguais. É o que torna possível a comunicação. Alguém disse que a palavra "queijo" só tem sentido para alguém que já comeu queijo. Não é possível comunicar o gosto e o cheiro do queijo a quem nunca comeu queijo. A literatura é possível porque todos já comemos queijo. Todas as nossas infâncias são variações sobre os mesmos temas. As memórias de um outro fazem ressoar, naquele que as lê, o seu próprio passado adormecido. Assim, não se trata de um encontro com as memórias de um outro, diferentes das minhas. Tratase de um reencontro com o nosso próprio passado. Se isso não acontecesse, o texto escrito seria um texto morto. Murilo Mendes nos lembra que todos os textos são feitos com pedaços do escritor. Acho que isso é verdadeiro nestas minhas memórias. Posso então dizer que são o meu sangue, o meu corpo. Peço, portanto, aos meus leitores, que me leiam antropofagicamente...
| Editora | PLANETA DO BRASIL |
| ISBN | 857665122X |
| Autor(es) | ALVES, RUBEM |
| Edição | 1º Edição |
| Páginas | 272 páginas |
| Ano de Publicação | 2005 |
| Acabamento | BROCHURA |
| Dimensões | 23 x 16 x 1.8 (Altura x Largura x Comprimento) |
| Peso | 420g |




