MINIMALAMINA
MINIMALAMINA
"Um raro presente de originalidade". Assim se refere o crítico Leo Gilson Ribeiro ao livro Mínimalâmina, de Erivelto Busto Garcia, 58, que está sendo lançado por essa editora. "Os ideogramas, a utilização nova do espaço gráfico, tudo denota ser um late bloomer ou tardio florescimento de um artista desconhecido em sua recriação do concretismo brasileiro", continua. Para ele, Mínimalâmina mantém estreitas relações de parentesco com a estética e o discurso poético de Mallarmé e afirma-se como uma releitura / re-escritura da poesia concreta no Brasil.
Colaborador ocasional do Suplemento Literário de Minas Gerais, nos anos 70 e 80, época em que ali ainda escreviam Carlos Drummond de Andrade, Renata Pallotini e outros, o autor era inédito em livro. Sobre ele já se havia manifestado o também poeta Moacyr Felix, então diretor da revista Encontros com a Civilização Brasileira, definindo-o como "poeta dotado daquela chama com que a arte de fazer versos resulta em vida a transformar-se em criação do homem", referindo-se a seus poemas daquela fase.
Sobre sua produção recente, essencialmente gráfica, o poeta e crítico Omar Khouri afirma que em Mínimalâmina "Erivelto Busto Garcia transita do verbal ao visual em suas várias facetas. A palavra, considerada enquanto entidade sonora, semântica e gráfica/visual (onde comparece com força o elemento cor) faz tudo a caminho do esgotamento de suas possibilidades (e o poeta é um expert em tipografia - ou melhor seria "tipomorfia"? - possuindo um ouvido igualmente incomum): paronomásias, anagramas, metamorfoses verbo-visuais, sugerindo movimento / animação / processo / seqüencialidade."
Esse transformismo gráfico, radical, também é ressaltado por Leo Gilson Ribeiro em diferentes momentos : - Aos poucos, como num filme em câmera lenta, as palavras vão desaparecendo, desfazem-se (...) os poemas brincam, ludicamente, com as palavras: são momentos de sátira, de amargo desencanto, de angústia existencial, até mesmo de uma galhofa séria contra si próprio.
A palavra, entretanto, não se reduz a ideogramas emudecidos. "O verbal enquanto sonoridade tem um peso considerável, a começar pelo título (belo) do volume Mínimalâmina - título que se desdobra em ocorrências de uma eufonia apreciável", continua Omar Khouri.
Para ele, "Erivelto Busto Garcia se sente confortavelmente instalado nesse universo: faz e o faz com a serenidade de quem já se insere numa tradição de rigor gráfico-sonoro e ousadia (...) Uma poesia atual, inclusive no lúdico que oferece aos fruidores. E conclui: "Mínimalâmina acrescenta algo ao corpus da poesia brasileira que ainda experimenta. Arrisca (melhor dizendo) Salve!".
| Editora | ILUMINURAS |
| ISBN | 8573212128 |
| Autor(es) | GARCIA, ERIVELTO BUSTO |
| Edição | 1º Edição |
| Páginas | 128 páginas |
| Ano de Publicação | 2004 |
| Coleção | Não Disponível |
| Peso | 557g |




