CADERNO ROSA DE LORI LAMBY, O
CADERNO ROSA DE LORI LAMBY, O
Trata-se da obra mais polêmica de Hilda Hilst. O caderno rosa de Lori Lamby é o primeiro livro de sua tetralogia obscena - da qual fazem parte também os livros Contos d'escárnio. Textos grotescos, Bufólicas e Cartas de um sedutor - e consagra a fase pornográfica da escritora. A obra, lançada em 1990, chegou a ser recusada por editores e provocou espanto e indignação à época.
A própria autora descreveu o livro como "uma divertida bandalheira" e afirmou que, cansada da impopularidade, escreveu o Caderno rosa com o intuito de conquistar o reconhecimento do público e vender livros. Em entrevista concedida à Revista E do SESC-SP, Hillda expõe o saldo de sua empreitada: "Gosto muito da Lori Lamby e ela colaborou para me deixar mais conhecida. Graças a Lori muita gente procurou meus outros textos."
O livro, em grande parte escrito na forma de diário, apresenta uma menina de oito anos que vende seu corpo incentivada por seus pais proxenetas. A obra é, sim, obscena e põe em cheque a moralidade dos leitores, pois é quase impossível realizar uma leitura frígida dos relatos de Lori Lamby. Mas, apesar do impacto inicial causado pelo tema da pedofilia, o livro vai muito além.
A própria literatura é alvo de obscenidades: gêneros intercalados, cartas, relatos, citações pervertidas de grandes autores como D. H. Lawrence, Henry Miller ou Georges Bataille e um Caderno negro dentro do Caderno rosa de Lori. Aquilo que, a princípio, aparece no texto como possíveis e singelos erros de escrita de uma criança recém-alfabetizada aponta para um estudo lexicológico, para uma etimologia das sensações fazendo soluçar a gramática.
| Editora | GLOBO |
| ISBN | 8525039519 |
| Autor(es) | HILST, HILDA |
| Edição | 2º Edição |
| Páginas | 128 páginas |
| Ano de Publicação | 2005 |
| Dimensões | 20.8 x 12.2 (Altura x Largura) |




