COR DO INVISIVEL, A
COR DO INVISIVEL, A
Em A cor do invisível o poeta Mario Quintana reafirma e interroga a simplicidade como via de acesso a uma forma mais intensa de viver e escrever A cor do invisível, de Mario Quintana, é agora reeditado pela Editora
Globo, dando seqüência à coleção Mario Quintana, projeto coordenado pela professora Tania Franco Carvalhal, que prevê a publicação de 18 títulos do autor, no rol das comemorações do centenário de seu nascimento, que ocorre em 2006. A cor do invisível foi um dos últimos livros que Quintana publicou ainda em vida, em 1989, pela Editora Globo. É um dos títulos mais felizes do autor, sintetizando sua concepção de poesia e ideal de visibilidade.
O livro recolhe 72 poemas, geralmente breves e em versos livres. Há também diversos haikais, algumas trovas, novas versões de poemas anteriores, e mesmo um soneto incomum, todo constituído com versos de uma só sílaba. Na mesma linha de concisão, que sempre caracterizou Quintana, alguns poemas ‘‘minimalistas’’ são de um único verso, a modo de sentença ou máxima, em busca de uma pequena filosofia para o cotidiano. Curiosamente, o poeta incluiu quatro poemas com as datas em que foram escritos, todos muito antigos e que permaneciam inéditos, sendo o mais antigo um soneto de 1923, quando ele contava com apenas dezesseis anos.
Os outros são um soneto de 1924, um poema de 1934 e outro soneto de 1935. São textos valiosos para avaliarmos sua obra numa duração ainda mais extensa. E talvez um dos traços fortes do livro sejam os poemas sobre a própria poesia, ou mesmo sobre o poeta. Dentre eles, alguns antológicos, como ‘‘S.O.S.’’: ‘‘’O poema é uma garrafa de náufrago jogada ao mar. / Quem a encontra / Salva-se a si mesmo...’’. Poeta fortemente visual, Quintana discute isso no ‘‘Poema para uma exposição’’, que também dialoga com a música parafraseando o título da peça de Mussorgski.
Citando por vezes Carlos Drummond de Andrade, que relembra Tomás Antônio Gonzaga, tenta realizar o ideal de transparência da linguagem, somando clareza com surpresa, ao mobilizar os contrastes e os paradoxos entre situações e instantes, objetos e sentimentos e, dentre eles, a possibilidade de dizê-los num poema é uma preocupação constante, o que o título do livro já havia antecipado. Sempre provocando o riso, em quase todos os poemas, o autor não deixa de em geral materializar a tristeza, ao transmutar a natureza revisitando luas, uma aranha ou estações do ano, revelar a dura face da cidade presente, onde recebemos ‘‘uma hóstia em pleno inferno’’, ou eternizar um momento de beleza fugaz e anônima.
Acompanha a edição uma "Bibliografia do autor" (que inclui obra publicada no Brasil e no exterior, participações em antologias nacionais e estrangeiras, obras do autor traduzidas e obras traduzidas pelo autor), uma "Bibliografia selecionada sobre o autor", e uma extensa "Cronologia" de sua vida e obra.
| Editora | GLOBO |
| ISBN | 8525040851 |
| Autor(es) | QUINTANA, MARIO |
| Edição | 2º Edição |
| Páginas | 160 páginas |
| Ano de Publicação | 2006 |
| Acabamento | BROCHURA |
| Coleção | Não Disponível |
| Dimensões | 20.8 x 12.2 x 1.1 (Altura x Largura x Comprimento) |
| Peso | 210g |




