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BOLA E O GOLEIRO, A Zoom

BOLA E O GOLEIRO, A

DESCRIÇÃO DO PRODUTO

BOLA E O GOLEIRO, A

'Jorge Amado acertou em cheio mais uma vez. No país do futebol, o escritor baiano resolveu exibir a 'literatura de chuteiras'. Jorge Amado cria uma inusitada história, com personagens não menos característicos: a bola e o goleiro, peças centrais do momento máximo do futebol, o gol. Em A BOLA E O GOLEIRO, Jorge Amado se dedica, mais uma vez, ao público infanto-juvenil. O escritor já havia encantado crianças e adolescentes em O menino Grapiúna e O gato malhado.
Dessa vez, Jorge Amado conta a história da bola Fura-Redes, a mais disputada por todos os grandes jogadores, e o goleiro Cerca-Frangos, considerado a vergonha da profissão. "Vou contar a quem queira ouvir a história da bola Fura-Redes e do goleiro Bilô-Bilô Mão Podre, o Cerca-Frangos, uma historinha para ninguém botar defeito, breve e louca como a vida", assim começa Jorge.
Após o encontro dos dois, algo inusitado acontece. A bola se apaixona por seu principal inimigo. E apesar de entrar nas traves de todos os outros goleiros, Fura-Redes se recusa a desmoralizar seu amor. A partir disso, a carreira do maior engolidor de frangos da história, Bilô-Bilô, muda da água para o vinho. Finalmente, ele experimeta o doce sabor do sucesso.
O projeto gráfico do livro conta com uma novidade. As bordadeiras mais famosas de Brasília, as irmãs Dumont, são as ilustradoras do livro. Depois de ganharem por três anos consecutivos o Prêmio Jabuti, elas aliam sua habilidade com as agulhas ao talento de Jorge Amado. Sobre as fotos de seus trabalhos em linha e pano, foi inserido o texto.


Em 10 de agosto de 1912, nasce Jorge Leal Amado de Faria na Fazenda Auricídia, em Ferradas, no município de Itabuna, sul da Bahia, filho do comerciante sergipano João Amado de Faria e de Eulália Leal Amado. De 1920 a 1926, faz o curso primário em Ilhéus e inicia o secundário no colégio jesuíta Santo Antônio Vieira, em Salvador, de onde foge para refugiar-se na casa do avô, em Itaporanga, no Sergipe. A partir de 1928, começa a freqüentar as rodas literárias e colaborar nas revistas Samba, Meridiano e A semana.
A década de 30 marca a mudança de Jorge Amado para o Rio de Janeiro, sua estréia na literatura e o início de sua militância política. Em 1931, inicia o curso de Direito na Universidade do Rio de Janeiro. No mesmo ano, lança O país do Carnaval, seu primeiro romance. Em 1933, é publicado o livro Cacau, que tem a primeira edição, de 2 mil exemplares, esgotada em 40 dias. O livro é apreendido, mas liberado logo depois. No mesmo período, o autor aproxima-se do Partido Comunista. Com o lançamento de Jubiabá, Jorge Amado alcança a consagração no cenário internacional, sendo, inclusive, elogiado por Albert Camus. No entanto, pressionado por perseguidores políticos, sai do país e, do exílio, faz oposição ao Estado Novo. Em 1937, já filiado à Aliança Nacional Libertadora, é preso numa visita a Manaus e submetido a interrogatório. É deste mesmo ano o lançamento de Capitães da areia, o livro mais vendido do escritor.
De volta do exterior, em 1942, o autor é preso novamente. Ainda assim, é lançado na Argentina o livro O cavaleiro da esperança, que só três anos depois seria publicado no Brasil. Ainda em 1942, Jorge Amado conhece Zélia Gattai, com quem se casa em 1945. Eleito deputado federal pelo Partido Comunista Brasileiro em São Paulo, em 1946, o escritor interrompe por curto período a atividade literária. Dois anos depois, tem o mandato cassado e volta ao exílio, desta vez em Paris. Em 1950, expulso de Paris, vai morar em Praga, de onde acompanha o lançamento de seus livros na União Soviética. No ano seguinte, recebe o Prêmio Stalin de Literatura, em Moscou. Volta ao Brasil em 1952.
No fim da década de 50 e durante os anos 60, Jorge Amado lança algumas de suas mais conhecidas obras, entre as quais Gabriela, cravo e canela, A morte e a morte de Quincas Berro Dágua, Os pastores da noite e Dona Flor e seus dois maridos. Sua eleição como membro da Academia Brasileira de Letras acontece em 1961 e, cinco anos depois, recebe a primeira indicação para o Prêmio Nobel de Literatura.
Nas décadas de 70 e 80, diversos livros de Jorge Amado são adaptados para o cinema e a TV, entre eles Gabriela, cravo e canela, que se transforma numa das novelas de maior sucesso da televisão brasileira e num filme estrelado por Sônia Braga e Marcello Mastroianni; Dona Flor e seus dois maridos, que ganha uma versão cinematográfica dirigida por Bruno Barreto; Tieta do agreste, obra em que se baseou a novela Tieta, produzida pela Rede Globo de Televisão; e a minissérie Tereza Batista cansada de guerra.
Em 1983, Jorge Amado recebe a maior condecoração da França, a comenda da Legião de Honra. Quatro anos depois, é criada a Fundação Casa de Jorge Amado, no Pelourinho, em Salvador. O autor escreve uma espécie de autobiografia em 1992, sob o título Navegação de cabotagem. Em 1995, inicia-se o processo de revisão de sua obra por Paloma Costa, filha do escritor, e os livros ganham novo projeto gráfico. No mesmo ano, Jorge Amado recebe em Lisboa o Prêmio Camões, uma das mais altas distinções da língua portuguesa. Suas obras mais recentes são A descoberta da América pelos turcos, de 1994, e o livro-conto O milagre dos pássaros, de 1997.

INFORMAÇÕES ADICIONAIS
Editora RECORD
ISBN 8501053570
Autor(es) AMADO, JORGE
Edição 4º Edição
Páginas 24 páginas
Ano de Publicação 2000
Dimensões 28 x 21 x 0.3 (Altura x Largura x Comprimento)
Peso 150g